“O céu desmoronou-se em tempestades de estrupício…”

Abril 27, 2009

oi?

Arquivado em: Sem-categoria — akila @ 4:52 pm

Quando você vai a lugares aonde não costuma ir, coisas maravilhosas podem acontecer. Entendendo-se que ir a lugares não corriqueiros pode significar não ir à ligar nenhum no fim de semana e que coisas maravilhosas podem ser coisas surpreendentes travestidas de maravilhas pela retórica. I say “yes, we can” e aceito minha realidade presente.

Fiquei em casa, comecei a inventar de desenhar no photoshop. O simples do simples, eu consigo fazer. Que é como copiar desenho profissa de papel de seda. Eu sei que papel de seda começa a servir pra outras coisas depois de um tempo. E você substitui ele por programas como Photoshop e Ilustrator, que não queimam fácil.

Aí, voltando ao foco do assunto, adivinha o que acontece? Além de eu me divertir um pouco, comer muito, aparece alguém já quase semi pseudo esquecido. Aquele ex que passou séculos sem dar as caras. E que há meses atrás você tentou uma aproximação amiga, pra saber como tava e tudo mais. Ele aparece e quer saber como vai você.

A minha vontade, obviamente, não é só uma. Eu sinto vontade de não ligar, de deixar ele querendo saber como eu tô, já que quando eu quis saber como ele tava ele não me deu bola. Me lembro de Nietzsche que me defende, dizendo que eu sou melhor no amor e na vingança. E fico com essa coisa de querer fazer jus ao discurso do meu amigo que adora o nada.

Mas aí é que tá. Se eu entrar na do Nietzsche não vou ver nada. Mas deixa pra lá. Vou me controlar. Devo controlar a mente. Agora vou ali limpar o corpo.

Xêaro.

Abril 14, 2009

O Ginásio

Arquivado em: Sem-categoria — akila @ 2:53 pm

Tem um lugar que eu gosto na faculdade. O ginásio. Dá pra ver dois pedaços do céu e a chuva faz mais barulho do que o normal. Pouca gente fica aqui. No momento só eu e mais duas pessoas. Eu, escrevendo. Uma menina do outro lado com um livro aberto no colo e o queixo apoiado na mão. Do meu lado direito tem uma mulher com seus trinta anos, sozinha, com a mão no rosto, olhando o chão.

Foi aqui que escrevi o poema pra minha mãe, quando eu percebi que ela tinha morrido.

Mas não é por isso. Gosto daqui por causa da solidão. Quando não quero ninguém, quero aqui. Entre dois pedaços de céu, ouvindo uma chuva metálica, se for o caso. Fumando e pensando em coca-cola.

Ah. Um gato passou, parou, olhou. Fez wééw wééw. E continuou andando.

Pensei, wééw wééw pra você também, gato.

Gatos sacam tudo.

Faltam 2 meses pro meu aniversário.  Não sou a mesma de ontem. E amanhã ninguém sabe.

Meus amores são efêmeros e têm passagem marcadas. Aceito. Não é um desafio.

Quando você está solteira, você precisa de uma conexão com a realidade. Algo que não te deixe escapar dela por muito tempo.

Quando você fica muito tempo sozinha o mundo fica muito subjetivo. Deve ser porque a energia predominante é feminina. Eu, sozinha, sou uma mulher em cima de um leão. Descobrindo minha natureza selvagem.

Sofro oscilações de humor, de amor, de hormônios… Sou um pássaro como outro qualquer. Construo meu ninho onde ele couber.

Abril 12, 2009

texto estúpido.

Arquivado em: Sem-categoria — akila @ 7:28 pm

Adios, brujo. Foi assim que eu me despedi dele. Com a esperança de que o feitiço evaporasse da minha pele.  Fácil como dizer adeus em outra língua. Distanciando o significado dos verbos.  Havia um dragão gigantesco cruzando o meu caminho. Aquela noite não precisava ter tantas estrelas.

Sentei no primeiro banco que encontrei. Olhei para os meus pés. Senti uma vontade perdida de  frequentar salão de beleza.  Baby, a sua beleza é bem maior. Poderia comprar sapatos novos. Talvez um salto grosso. Azul. Ou um tênis legal.  Comprar. Quando a gente não tem opções gratuitas procura preenchimento no consumo. Esqueci meu pé.

A cidade é pequena, o feriado é longo. Assim gostava das ruas, vazias. Podia fechar os olhos e imaginar outra coisa. Seria legal um sítio e uma rede. Família por ali, uma piscina ou um tanque. Crianças. Idosos. Ouvir histórias para mudar o foco. Desaparecer. Tornar-se mais um na multidão. Alguém que viveu pouco, que não sabe ainda.

Mudança de planos. O banco não me cabe. Andei, andei e andei. À tardinha, isso é possível. O sol é breve e suportável. Existe até possibilidade de vento. Você anda, anda e não vê nada. Tudo fechado, cidade vazia.  Eu não queria ir para o apartamento. É muito estranho morar num lugar acima do chão. Ouvindo o barulho da cidade por trás de paredes. Não sei quanto tempo aguento viver dentro de caixas. Presa por opção.

Imagino se fosse uma selva, com aranhas, bichos, mosquitos, perigos, medos, sozinha. Não. Não sou tão selvagem. Talvez uns 3 dias. Protegida. Com alguém. Vários alguéns.

Imagino alguém refém de outro. Numa selva. Sozinho. Amarrado numa cadeira. Só come maçã porque o outro só trouxe maçã. E ele coloca na sua boca. Uma mordida por hora. Humilhação alguém versus outro.

Imagino essa vida insana. O significado dela. Cai na real, diz Joana. Cai na real o caralho.

Abril 9, 2009

tempo, mano velho.

Arquivado em: divagações — akila @ 7:22 pm

Personare me avisou que, finalmente, eu posso dizer “ufa, passou!”. E dia desses eu pensei. Não disse, mas notei um novo sentimento nas moléculas do presente. Sabe quando você respira e vê que tá mais leve, aquelas dúvidas gigantescas flutuaram e ficam cada vez menores, o medo do desconhecido já se torna uma atenção com o que se passa, a busca por um novo cenário dá lugar à uma compaixão com o agora. São coisas das quais o tempo cuida.

Abril 6, 2009

À Lairton e Ana.

Arquivado em: delírios — akila @ 11:56 am

Para começar o dia bem, indecente e calma. Maria Bethania cantando o meu amor tem um jeito manso que é só seu. Que saudade do Lairton Tadsnov, vulgo trevisão, cheio de dedos e da mais fina lábia. Língua amolada na própria carne. Efeito deslizante no sangue. Nunca mais o vi. Não quer me visitar. Nem deveria, é bem verdade.

Nunca pensei que fosse ter pensamentos tão loucos. Concluídos, materializados, feitos, acionados. É bom fazer coisas que nem você mesmo crê. Virar personagem dele mesmo e deixar que deslize, que nada.

Tenho tido e tenho dito.

Estou insuportavelmente anti

Qualquer coisa sem modéstia

Intensa e fiel

Na verve

Avante

Absolutamente fênix

E eternamente águia.

Meu canteiro tem cheiro de manjericão do vento chuva.  É uma delícia à noite, inspirando. A gente senta na cadeira, fecha os olhos e deixa a alma flutuar.

Abril 3, 2009

Carta a um cachorro.

Arquivado em: Sem-categoria — akila @ 2:52 am

Oi. Sempre quis te escrever

Sempre quis falar contigo. Mas não sabia como. E nem teria como. Sabe que até hoje lembro de você várias vezes? E de vários modos. Não acho que você ainda é especial. Você é uma grande dúvida na minha vida. Mas é uma dúvida minha. O que diz respeito a mim nem sempre te respeita. Nem sempre você precisa ficar sabendo.

Eu lembro do seu cheiro. Mas acho melhor começar do começo.

Você veio tomando seu espaço devagar. Eu sabia o que você queria. Você achava que não. Me chamando pra escrever uma coisa ali com você, sugerindo reuniões na sua casa depois lá pelas 9 da noite. E eu não queria. Mas queria. Eu te achava alguém contra o que eu esperava de um homem. Não gostava do seu cheiro. Nem das suas roupas. Mas eu fui.

Eu não te beijei. Você colocou um dos filmes mais lindos que eu já vi no DVD. Nós demos muitas risadas. Depois você veio com o nariz enorme e eu fiquei pequena. Muito pequena. Fechei os olhos e exalei calada. E chorei por dentro.  Senti culpa. E te disse adeus. E tentei esquecer.

Não esqueci. Nem você. Daí em diante foi bonito, mas eu via os ossos dos pés dela estalando nas paredes. Eu ouvia a voz dela na sua canção da manhã. Eu sentia até os dedos das mãos dela na sua juba, enquanto os seus tocavam algo para você mesmo. Eu sabia de tudo. Mas eu já gostava do seu cheiro.

Com você eu me sentia em casa. Eu dormia em cima de você, comia em cima de você, cantava em cima de você, dançava. E foi tanto suor, tanto tremor, tanto calor, tanto amor que eu disse ok, vamos lá. Paixão sem medo.

E vivi muitíssimos anos em 6 ou 8 meses. Morrendo de medo, mas querendo. Esperança e coragem, garota. Viva a vida e o que ela te traz. Eu vivi, mas algo me chamava pra fora de tudo. Algo m avisava que não era tão bom assim. E eu me perguntava… por que diabos não pode ser maravilhoso? Por que não pode ser doce.

Por que diabos? Foi engraçado como o diabo ficou bem perto do nosso fim. Você com sua pesquisa diabólica. Eu com meus sonhos lúcidos assustadores. Eu e você com nossas histórias, nossos contatos, nossas experiências metafísicas.  Eu acreditei em várias palavras absurdas só porque eu quis acreditar em você.

Talvez por isso eu tenha essa vontade absurda de você ainda.

Mas não é. O motivo é outro. E eu sei o que é. É que eu penso nas coisas ruins, nas mentiras, nas ofensas. E prefiro esquecer. Não esqueço. Mas prefiro. E aí me lembro das risadas, da rede, da cozinha, da mesa, da cama. Me dá uma saudade. Saudade de ter alguém próximo como eu te deixei ficar.

Eu prefiria que não fosse saudade do teu beijo. Prefiria que não fosse saudade das tuas mordidas. Mas não dá pra dizer que não. E já faz quase um ano.

Se eu queria você de volta? Não.  Porque agora eu já sou outra. E provavelmente não te daria de volta a majestade. E sem ela você saíria correndo no dia seguinte, sem dúvidas.

Você foi o grande amor da minha vida. Que legal, né? Antes de você tinha sido o que veio antes de você. E antes dele, o outro antes dele. Daí a gente já sabe o que esperar, né?

Mas não se espera nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado.

Bom. Acho que isso é tudo.

Um último beijo pra você. De lembrança. 

Adios, brujo.

ora porra.

Arquivado em: Sem-categoria — akila @ 2:20 am

Hoje de manhã escrevi um texto imenso e o computador da universidade travou.

Pois também não vou fazer mais post nenhum agora (já fazendo).

Quero dizer só que eu sinto ciúmes de pessoas desconhecidas. E que tô muito mal-intencionada.

Mas tô bem doce. Assim, fofa. Sabe?

Abril 2, 2009

blablablá

Arquivado em: divagações — akila @ 12:34 pm

A verdade é que ontem eu tava tão cansada que não consegui ler livro nenhum. Só mesmo pensar na vida e levantar pra desligar a luz.

Não tenho sentido vontade de escrever. Confesso que adoro essas fases. Significam algo pra mim. Mas eu digo de escrever mesmo, produzir e talz. Pra quê? Se não vai ser com a alma é melhor não ser.

O Personare concordou comigo. A vida tá mais leve.

Fiquei pensando em Samps e imaginando eu chegando nele e dizendo ‘desculpe, meu bem, mas quero só sua amizade’.

Dessas coisas que a gente até pensa em fazer, mas quando chega na hora esquece. Não tem?

iurrul

Arquivado em: delírios, pessoal, reflexões — akila @ 4:27 am

gemini

Mesmo sendo uma típica geminiana, inconstante e louca, tenho minhas manias. E tenho uma mania ótima. A de me perguntar o que tenho que aprender em determinadas situações. Isso é assim. Primeiro eu me desespero enquanto percebo que estou entrando em uma nova situação na vida. Quando tenho que me adaptar a momentos. A fatos. A situações que o “destino” me reservou. Não acredito em destino, depois explico.

O questionamento sobre a minha postura em relação a essas mudanças vem depois desse desespero da virada. Primeiro vira, com o tempo eu percebo e então me adapto e me pergunto: Por que estou aqui?

Tudo tem um propósito. E tudo termina bem.

Destino é o seguinte. Desde os primórdios da minha chegada nesta vida eu venho me deparando com escolhas. O que eu resolvo fazer em cada bifurcação de destinos (e aí é que entra o real significado da palavra) é escolha minha e me levará a outra bifurcação que me levará a outra e vai até o fim da vida…

Porvavelmente, nesta teoria, eu teria milhões de destinos. Que dependerão das minhas escolhas.

É interessante. Agora mesmo me fiz essa pergunta e me deu vontade de escrever sobre isso. Esse blog, por exemplo, foi uma escolha consciente. Desabafo mais exercício. Exercício com as palavras, de transformar sentimentos em textos coerentes, que digam alguma coisa, discorram sobre assuntos e me revelem algo que eu não via. Ou então mero desabafo sem função. Não é função a palavra. Mas hoje eu tô estranha.

Tive vários brancos durante o dia. Esqueci o melô do sexo anal. Depois lembrei. Aí esqueci uma coisa que ia falar. E acabei de esquecer o que era uma outra coisa que me deu branco hoje.

Hoje eu também tava carente. Sabe quando você precisa de carinho e descobre essa necessidade quando suas mãos procuram as mãos da pessoa que tá perto de você e vem uma vontade louca de encostar sua cabeça nas pernas dessa pessoa e pegar a mão dela e colocar na sua cabeça e se contorcer um pouco gerando a coisa carinho? Assim.

Tô com uma necessidade repentina de ir pra São Paulo e eu quero porque quero e tenho que e não sei como vou fazer, mas vou, vou, vou.

Tô inquieta. Vou ler Paramahansa e dormir.

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