“O céu desmoronou-se em tempestades de estrupício…”

Março 31, 2009

“há tempo para todo propósito debaixo do céu”

Arquivado em: reflexões — akila @ 2:32 pm

 

krishna

 

Eu ainda não aprendi a não ficar indignada, mas também não aprendi a me sentir intimidada. E quer saber? Não vou, não vou, não vou.

Porque tudo mais é ego e ontem eu li milhões de coisas lindas e agora tô ouvindo Mutantes. O meu refrigerador não funciona. Come soon. I don’t wanna be alone. Não funciona. Não funciona. Eu tentei de tudo.

Bem… vamos as belas frases, com seus devidos AUTORES.

“O corpo se altera e se corrompe pelas paixões da alma” (G. Porta. La physionomie humaine. Trad. francesa, 1655, p.1.)

“O mundo enrolava-se sobre si mesmo: a terra repetindo o céu, os rostos mirando-se nas estrelas e a erva envolvendo nas suas hastes os segredos que serviam ao homem.” (M. Foulcault. As palavras e as coisas. Martins Fontes, 1999, p.23)

E as outras são do Livro do Paramahansa Yogananda, em Autobiografia de um Iogue. É um livro incrível que tem me dado uma direção no meio da tempestades e dos RAIOS. Protegida and a half.

“O fraco que recusa o combate nada ganha, porque a nada renunciou. Só quem lutou e venceu pode enriquecer o mundo, compartilhando os frutos de sua experiência vitoriosa.” (p.77)

“-Você dispõe de um quarto pequeno onde possa fechar a porta e estar sozinho?” (p.154)

“O que alguém não se dá ao trabalho de procurar dentro de si, não será descoberto transportando o corpo de lá para cá.” (p.154)

“A ira brota apenas de desejos contrariados.” (p.158)

“A alma deve alagar-se sobre os abismos cosmogônicos, enquanto o corpo executa seus deveres diários” (p.161)

“Assim como os vagalhões do oceano, quando um temporal cessa, serenamente se dissolvem em unidade.” (p.162)

“Krishna, uma encarnação de Vishnu, é mostrado na arte hindu com uma flauta, na qual toca a arrebatadora canção que chama de volta a seu verdadeiro lar as almas humanas, que vagam na ilusão de maya.” (p.173)

“Só quando o viajante atingiu sua meta é que pode dispensar seus mapas” (p.180)

É sempre bom ter um guru. É sempre bom poder ouvir bons conselhos. É maravilhoso estar sozinho. E poder estar sozinho significa muita coisa.

Mais do que nunca, quero ficar sozinha. Não me telefonem, não me procurem, porque eu ainda não sei onde estou.

Março 23, 2009

ai, ai.

Arquivado em: delírios, pessoal, sentimentos — akila @ 11:52 am

Me conte algo que eu não saiba. Mude meu dia. Me tira dessa mesmice, descompõe esse tédio, assusta essa inércia.

Canta that you’ve been working like a dog no meu ouvido. Dança papa don’t preach só pra mim. Inventa um apelido, aluga um filme inesperado, aprende uma receita pré-delícia, me conta uma piada muito idiota, me escreve.

Me ensina estatística, fica lindo zangado, tenha olhos tristes que brilham para sempre, leia enquanto eu durmo.

Me aperta, me cheira, me chama do que você quiser. Desde que seja doce, né Caiethy?

Março 22, 2009

os homens são uma farsa.

Arquivado em: delírios — akila @ 8:59 pm

Conta outra. Uma novidade.

Todo dia ela faz tudo sempre igual. Sai, se arruma linda, cortou o cabelo, tá super a fim. A fim de..? Who knows?

Tô incoerente. Amanhã passa.

drama, drama, drama.

Arquivado em: delírios, divagações, paranóia, pessoal, sentimentos — akila @ 7:39 pm

prudie

Existem amores que são, na verdade verdadeira, uma troca de favores.

E amizades estranhas.

Por mais que eu corra demais, sofra demais, corra demais, o cenário é o mesmo. Digo, o equilíbrio das formas dá no mesmo. Ou o desequilíbrio, vai saber.

Porque tem hora que a única amiga que você pode chamar de amiga é aquela personagem clássica que corre demais, sofre demais, corre demais e não muda de cenário.

Ela é bonita, inteligente, sexy. Você se acha inteligente, bonita, sexy. Ela corre. Você corre. Ela sofre. Você também sofre. A grande diferença é que acontecem coisas com ela. E você procura emoções constantemente e coleciona frustrações em cadernos espalhados pelo quarto.

Drama queen today.

Março 19, 2009

das louças.

Arquivado em: Sem-categoria — akila @ 2:28 pm

Isso eu aprendi com um amigo meu. Desespero é falta de louça. Ele aprendeu com um amigo dele. A gente fica reclamando porque não tem o que fazer, no que pensar, o que ler. É tipo isso.

Tenho um problema pra acordar, começar o dia. Ou pelo menos, tenho tido. Mas tá tudo tomando seu rumo. Tô começando a ter muito o que fazer e toda aquela ladainha tá dando espaço para tempos de reflexão, música, livros, conversas e criação.

Março 16, 2009

à palo seco (belchior)

Arquivado em: delírios — akila @ 4:06 pm

Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos lhe direi
Amigo eu me desesperava
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente eu grito em português..

Tenho 25 anos de sonho e de sangue
E de América do Sul
Por força desse destino
Um tango argentino
Me cai bem melhor que um blues
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Eu quero é que esse canto torto feito faca
Corte a carne de vocês

Eu quero é que esse canto torto feito faca corte a carne de vocês.

Essa música tem invadido meus dias assim, de repente. O que significa? Não sei. Tenho dessas de ser perseguida por músicas, por filmes, por livros e até por blogs.  Acho que faz parte do que você precisa vir até você. quero ouvi-la agora. Vamos?

Bom dia, boa tarde e boa noite. Beijo.

qualé, mané?

Arquivado em: divagações, paranóia, pessoal — akila @ 5:34 am

Não é que eu precise ansiosamente de alguém. Vai. É uma procura por alquimia. Na verdade, é meio espelho. Preciso de alguém que me ame. Por quem vale à pena acordar cedo pra bater um papo de longe, por quem me faça morrer de amor sozinha à noite. Sem ser encontrada por ninguém. Debaixo do cobertor, o quarto frio, os dedos quentes.

Alguém que só ame e não peça nada em troca. Porque não dá pra tocar agora. Preciso de mistério. E de surpresa. Um homem com H, desses que te puxa pelo braço e te apresenta o mundo por um ângulo até então desconhecido.

Eu me alimento de paixão, essa é a verdade. Mesmo quando é paixão por uma barata morta. Ou uma formiga. Ou o cheiro de um shampoo cor-de-rosa. Sabe que há uns dias atrás quase chorei com o cheiro do condicionador. Não estava usando todos os dias e foi quase como voltar praquele chalé, tomar banho quente pensando em te reencontrar na nossa cama, conversar com o cachorro na porta, pular na piscina gelada antes de você.

Por que algumas coisas simplesmente não acontecem?

Por que eu tenho mais atitude quando sei que não devo?

Tá. Menthyra. É tudo mentira.

Não, não é.

“Para pisar no coração de uma mulher basta calçar um coturno com os pés de anjo noturno.”

Eu gosto de homem malvado. Hahah. Sabe assim, naquela váibe feio-sujo-e-malvado? Mas não literalmente. Alguns homens são selvagens por natureza. Como aquele do carnaval. Ele pode usar até regata sem ficar ridículo. Não sei se porque era uma atração antiga ou porque ele me causa algum desconforto.

E porque ele falou deliberadamente o que não deveria falar. Perto do meu ouvido. A barba na minha nuca. O que ele não deveria falar já acontecia ali, deliberadamente na minha cara de insana. Deliberadamente nos meus olhos inquietos. Deliberadamente no meu meio sorriso.

As mãos grandes, o coração inquieto, a saúde tensa e a passagem marcada. Fazer o quê?

Março 13, 2009

shiny happy people.

Arquivado em: sentimentos — akila @ 5:29 pm
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Eu poderia morar em Paris. Hoje. Ontem a lua estava mesmo muito bonita. Deu até vontade de chorar. Intensidade minha de todas as horas do dia, permita que esse amor derrame dentro de mim, corra pelos meus olhos, fuja das minhas mãos, deslize entre minhas pernas e molhe os meus dedos do pé.

Que esse amor me ame mais do que nunca. Que o amanhã tão esperado vire fumaça. Fumaça lilás, leve e doce. Que eu sinta o amor entre os meus dentes. Que ele ame minha língua e a ponta dos meus dedos. As linhas das minhas mãos.

Que meu coração bombe esse amor para todos os meus órgãos. Que eu dance vestindo somente ele. Que ele entre nas vozes que eu ouço. Que durma entre o travesseiro e eu.

Que esse amor seja meu e saia de mim todos os dias.

Março 12, 2009

vem logo pra cá, tiger.

Arquivado em: sentimentos — akila @ 4:43 am

tolouse lautrec

Olá, blog. Tá com um tempo, né? Por aqui eu tô esperando o ano começar. De verdade. Sacomoé.

Eu finjo que já tô vivendo direitinho. Nem tô. No começo eu tava fugindo do tête-à-tête com la realidad, mas agora eu tô pisando com cuidado. Como quando a gente toma banho gelado. Primeiro as extremidades, depois vai entrando dentro da água devagar, sem dar o controle pra ela. É uma relação de dominador/dominado. Com o tempo a gente aprende, se acostuma, se entrega sem medo de pular e gritar.

Tava sentada na janela, vendo o mundo de cima. A chuva debaixo da luz é linda. Parece até que os postes choram quando os dragões cruzam o horizonte.

Tudo nessa vida me leva a crer que eu preciso derramar em algum lugar.

Uma vez sonhei com o homem da minha vida. Ele dizia calma, calma. Tô chegando. Fica bem.

Existe essa comunicação ou ele tá pra nascer ainda?

Eu reconhecia ele pela voz. E pelo vocativo.

- Olha pra cá, oncinha.

Oncinha é meio patético, mas deve ter algum significado aí. Um arquétipo pessoal que eu não identifico claramente. Talvez subjetivamente, instintivamente, na mente. Sacou? Tô querendo dizer que eu saco. Ou espero que assim seja.

Queria muito um amor. Desses de sacudir o mundo inteiro. De não ter mais ao redor. Só dois. Rodando.

E eu queria que ele pintasse. Ou fotografasse. Ou até escrevesse.

Teria que ser gramaticamente elegante, fato. Mas não precisa ser prendado nessa área. Basta ser rápido. Voz firme. Mãos grandes. Olhar intenso, boca alquímica. E gentil. Sem ser mole. Alto. E mais terra que eu.

Porque eu, meu deus, vôo. Sem cordinha amarrada na trilha.

O ó da picada, mas tem seu charme…

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