“O céu desmoronou-se em tempestades de estrupício…”

Janeiro 31, 2009

voltando por aqui…

Arquivado em: delírios, divagações — akila @ 6:33 pm

A pessoa querer manter um diário, 2 agendas, um bloquinho, 2 blogs e ainda ter vida social ativa, night life mode on, amigos loucos e carentes, família, faculdade, problemas… dá trabalho, né? Mas ainda acredito em Osho. A vida é isso e reclamar da vida é tentar se destacar na multidão.

Uma amiga me disse que me escondo. Talvez.

Na verdade, ela nõ é minha amiga. Ela só tenta se aproximar de mim, mas eu peguei ela falando no msn com uma outra colega minha com um tom de ironia. Mas eu não ligo. Conversei com ela sobre coisas sérias no msn e ela chegou a essa conclusão. Disse que eu aparentava ser forte. Acho que ela quis dizer insensível, porque depois ela disse que por dentro eu era sensível. Eu sei que eu não preciso analisar assim, mas antônimo de sensível é forte?

A moça da minha história escondia o cabelo numa metonímia. Não sei até que ponto meus textos são autobiográficos, mas não é o propósito. O propósito é inverter, subverter, multiplicar. O propósito é furta-cor.

Agora mesmo você ouve Funk como le gusta, Funk Hum. Por favor. Daí eu pulo para Roy Orbison ou qualquer coisa assim.

Leio Sylvia Plath enquanto escrevo aqui. Como pode? Fui ao banheiro. Plath no banheiro, em inglês baixo e voz alta. Irônico. Gosto dela em inglês. Mas ela não me transporta demais. Muitas vezes senti pena dela. Dos preconceitos, dos conceitos, dos medos, das unhas.  Sylvia era uma mulher triste. Imagino as insanidades que escreveu nos seus últimos diários. Ted destruiu tudo. Deve ter sido uma bomba dentro do coração dele. Homens também têm coração, acredito.

Agora vou terminar de assistir Império dos Sonhos. Ninguém quis ver comigo aqui em casa. Mas acho que ninguém teria gostado. Talvez meu sobrinho mais velho ficasse incomodado e achasse curioso. Eu viajo completamente. É bem absurdo, adoro os diálogos. Muito irônico.

Durante a salinha dos coelhos eu me lembrei muito de quando assisti Vicky Cristina Barcelona em um cinema de São Paulo. Meu paquerinha comentou que as pessoas riem dos desespero dos outros. Eu concordei e prossigo na concordância.

Terminei com o Lynch. Hahaha. Filho da puta. Ops…

Good girls don’t say dirty words. Mentira.

Nossa, essa coisa de good girl. Eu não sou mais tão legal, não tenho mais tantos amigos. Também não tenho mais tanta disposição para coisas que me dão preguiça. E falo mais de conversar com alguém que não lê do que de estudar, por exemplo. Não tá mais tão fácil me divertir. Talvez seja uma fase. São os 6 primeiros meses do ano. Aí no meio dele eu faço 22 e estou feliz outra vez. Like a virgin.

Não feliz like a virgin. Feliz e like a virgin. Ai!

Entendeu, né?

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