“O céu desmoronou-se em tempestades de estrupício…”

Novembro 18, 2008

don’t know.

Arquivado em: divagações, reflexões — akila @ 3:21 am

Tenho tentado esquecer meus sonhos. Os sonhos mesmo. Não sei por que certas pessoas têm invadido essa morada tão pessoal, tão escondida, tão minha. Por que alguns pensamentos simplesmente me perseguem mesmo que eu não concorde com eles.

Tô lendo um livro. Na verdade, é o resumo de um livro oculto. Existem os princípios. Tudo existe e não existe ao mesmo tempo. Isso chegava a me confundir quando eu estudava esses assuntos místicos/herméticos/ou-como-queiram-chamar.  Confundia porque eu não sabia muito bem como lidar com o ato de escrever diante dessas verdades adquiridas. Adquiridas, sim. Porque eu médio concordava com elas, então não sabia muito bem o que fazer. Porque não sabia encontrar o ponto em que eu admitia a verdade da coisa. Exatamente porque não era verdade para mim. Mas esse princípio eu captei.

Claro que tudo existe e não existe ao mesmo tempo. Para mim, é claro. Eu mesma já vivi no mundo da lua por não ser tão claro à princípio. Então é verdade que não há sentido em ficar escrevendo essas coisas se tudo é bem além, mas também nada é além e a vida é essa, portanto devo fazer o que quero. Se puder querer o que quero.

Pode parecer confuso, mas esse blog é egoísta mesmo. Se alguém entender, bem. Se alguém ler, bem. Se não, provavelmente eu não vou ficar nem sabendo. Ora, mas se a intenção desse blog é escrever sem pudor e ele é um blog pirata por que eu estou me explicando?
Bah. Perdi a meada do fio.

Novembro 13, 2008

sobre taurinos e capricornianos. hahah.

Arquivado em: Sem-categoria — akila @ 5:48 pm

Brincadeira. Quase não posso falar sobre taurinos. Sobre capricornianos, posso falar que são pessoas difíceis de lidar. Difíceis de lidar comigo. Eu gosto deles. Gosto de quase todos os signos. Só mantenho o pé distante de alguns, mas isso é pessoal, claramente. Taurinos teoricamente não combinam comigo, porém… tenho uma super amiga taurina e meu super paquering também é taurino. Fora que ultimamente tenho me aproximado de vários desse signo.

Acho um charminho o paquering atual. Todo compenetrado, sério, com um ar de metódico, mas por outro lado é tranquilo, cabeça aberta. Tô aqui só pensando no dia em que vou, finalmente, re-encontrar esse pirata pirado ao vivo.

Tenho um nó com capricórnio. Digo, com os capricornianos que convivem comigo. Tem um ruído estridente na comunicação.

Arquivado em: Sem-categoria — akila @ 5:47 pm

Aprendi algumas muitas coisas esses últimos dias! Aprendi, por exemplo, que é muito bom abandonar os conceitos que a gente estabelece pra gente em nome da diversão. Aprendi também que a diversão e a emoção muitas vezes estão em fazer coisas simples com zelo e boa vontade. E falando de literatura, aprendi a cortar, a jogar fora.

Eu já tinha lido sobre em um site da PUC. Que é melhor jogar os textos ruins fora porque provavelmente eles não vão ficar lindos. A coisa fica dentro de você, não sai correndo. Então pára. Apaga. Recomeça. E seja feliz!

Novembro 11, 2008

alternativando…

Arquivado em: pessoal, reflexões — akila @ 2:22 pm

Tenho que fazer uma revista para entregar um trabalho de faculdade, mas não tenho tido tempo. Mas, posso ao menos separar os textos que resolvi colocar. Vai ser em forma de fanzine com textos meus mesmo e eu não defini o formato muito bem. Só dentro do meu cérebro. Falando em cérebro, meu córtex pré-frontal tá meio conturbado. Ou estou meio transtornada mesmo. Fui lanchar na cantina da faculdade e mudei umas 4 vezes de lugar. Acho que é ansiedade dessa semana de comunicação. Legal. Legal.

Então vamos lá! Colocarei poesias. O texto sobre o Piauí. O texto sobre Janela da alma. O texto do mercado velho. O conto azul, o jivago e… um texto desse blog. De ilustração só mesmo as fotos que eu tiver tirado e que ainda me pertecerem. Sendo assim, alguma coisa já está pré-estabelecida. Só falta montar tudo até amanhã!!! ha-ha-ha.

Ah, sei lá. Hoje tô transtornada mesmo. Não, não. Transtornada é uma palavra muito forte. Estou ansiosa, indefinida e autodescontrolada. ;)

E tem também meu trabalho conjunto sem problema com horários que eu vou fazer exatamente agora, porque quero escrever, mas não estou me sentindo interessante no momento para este blog.

Tchau. ;D

Novembro 10, 2008

sobre essa celebração.

Arquivado em: Sem-categoria — akila @ 5:58 am

Não analisar, não racionalizar, não pensar. Parece impossível, né? Eu tenho tentado. É muito importante o modo como você divide seu tempo. Eu, por exemplo, tenho feito muita coisa. Mas continuo passando muito tempo pensando. Tempo que eu poderia gastar estudando. Mas aí, entra uma coisa bem complicada. Eu gosto de ler, adoro ler. Mas quando é uma apostila assim, material didático, em tom acadêmico, muito abnt e tudo mais, eu fico com a atenção completamente out of control.

Não é preguiça, sei que não é. As  vezes é. Mas nesse caso não é. Eu esqueço. A revista eu não fiz por preguiça de dar o primeiro passo. Estudar para a prova eu ainda não estudei porque não consigo permanecer na caminhada. É diferente. Quando eu escrevo eu dou o primeiro passo e escrevo. Sometimes warm, sometimes cold. Se é que vocês me entendem. Mas não existe essa coisa de não conseguir. Quando eu não consigo eu salvo em resumo e vou, sei lá, jogar videogame.

A dificuldade deve estar escondida bem aí nesse ponto intocável. Talvez seja a culpa que eu penso que posso sentir se relaxar e me entregar ao playstation até a cabeça melhorar e então eu volto e a leitura flui natualmente. E eu entendo tudo e não viajo nas entrelinhas, não escuto os pássaros do vizinho, não me incomodo com o barulho da cortina, não lembro de dar comida aos peixinhos…

Hahaha. Eu ia escrever sobre racionalização, né?

É. Talvez então estudar não esteja assim tão distante de escrever. Vou dormir que é melhor.

a cada turu meu coração dispara.

Arquivado em: sentimentos — akila @ 4:20 am

\sei. hahah.

Novembro 9, 2008

o problema do bode expiatório e seus efeitos colaterais.

Arquivado em: paranóia, reflexões — akila @ 11:41 pm

Tudo é tão terapêutico, uma vez eu escrevi sem pensar. E todo mundo anda tão doente, escrevo pensando. Olha, só de perto preciso de outra mão para contar o número de pessoas com problemas. E isso já poderia ser mais um problema, eu não ter uma outra mão. Se deixar, reclamarei por não ter 10 membros superiores ao invés de 2. Reclamar não tem fim.

Mas aí… se não existe problema, por que as pessoas tomam tantos remédios? Remédios para depressão que podem levar ao suicídio. Interessante? Não compreendo. Nem sei se quero compreender. Ainda bem que tenho um certo nojinho de remédio.

Conheço uma mulher que trabalha o dia inteiro, rala, não faz sexo sei lá há quanto tempo, grita e no meio da confusão mental causada pelos próprios gritos revela que está com depressão, que está tomando remédios e que não pode deixar de ir à igreja para ficar um pouco com a mãe porque precisa daquele apoio emocional para poder seguir em frente.

Conheço outra que está tomando mais de 10 remédios por dia. Nem mesmo ela sabe os efeitos colaterais dos remédios que toma. Os médicos conversam entre eles, colocam mais remédios na lista, falam para que ela não se preocupe e não dizem mais muita coisa. Explicar para quê? Ela comentou comigo que falou uma coisa em um carro sobre três meses e não faz a mínima idéia do que isso significa. Chorou no elevador. Ela as vezes erra as dosagens do remédio, desaprendeu a escutar e sometimes parece perdida. Fico pensando no tal do bode expiatório…

Conheço um cara tem síndrome do pânico. Bom, ele acredita nisso. Ele também grita, mas ele fica sem ar quando fala, de tanta energia desperdiçada à toa para dizer coisas simples que podem ser bem entendidas por qualquer um com uma simples-frase-ponto. Tem problema na glândula tireóide. A glândula tireóide fica no lugar do chakra laríngeo. Tem a ver com o que você fala por aí. Tem a ver também, e creio que até mais, com o que você grita por aí…

Conheço um cara anti-social. Ele sorri as vezes, não precisa de ninguém, é calmo e sábio, mas pela idade, vez por outra não acredita que existem coisas que ele desconhece. Já teve depressão, já assustou os amigos, já casou com a mulher errada e já não se importa com quase nada. Só com a metodologia diária. É uma formiga. Até certo ponto sábia, mas formiga. Pensando bem. Acho que bem sábia, já que não cria problemas e é uma formiga autosuficiente.

E eu? Eu ando preocupada com algumas pessoas, ando procurando viver meu tempo intensamente, observando como me tratar da melhor forma possível, fugindo de psicanálises, amando com calma, sentindo saudades e planejando paz. Estou vivendo. Vez por outra me pego meio desesperada, vez por outra piso em falso, mas estamos aí. Um dia de cada vez.

Esse lance de remédio, doenças estranhas, bolas de neve, relações doentias, medos e desejos me deixa de cabelo em pé.

E a superficialidade de tudo? E a minha superficialidade? E o meu mergulho? E o meu vôo? E o meu pé? E o meu cabelo?

Porque, por exemplo, eu adoro escrever em blogs, fazer as unhas, participar das coisas, ler, namorar, dançar, mudar o visual, ir para o teatro, comer coisas gostosas. Viver é tão legal. Tenho vivido muito. As vezes o segredo não é tão secreto. Mas devo dizer que o tempo é pouco. Muitas vezes.

Oh, god. Heeelp.

Quero encontrar o meio-termo entre ser minha e me doar. Acho que tenho tido um foco, principalmente agora, em cuidar de mim, crescer, perceber, cuidar, mudar. E aí surgem lugares que precisam de mim e que também me servem de campo de treinamento, sacomoé? É bom também. Uma hora vou saber administrar tudo bem direitinho. Mas será que é sobre saber deixar tudo bem direitinho? A vida é esse enquanto, né? Don’t analyse, don’t analyse.

Novembro 6, 2008

sorria que a morte é certa.

Arquivado em: divagações, pessoal — akila @ 4:31 pm

Não, acho que esse não é mais um post paranóico ou médio místico, coisa assim. É só que eu li essa frase na minha agenda de 2007. Engraçado. Fazer essas resoluções de ano novo, sabe? Eu fiz. Tem assim:

  • Continuar buscando a liberdade;
  • Escrever, escrever, escrever, escrever, escrever…
  • Ler, ler, ler, ler, ler, ler…
  • Escrever o “texto seco” do “filme”;
  • Organizar o livro de contos;
  • Filmar;
  • Fotografar;
  • Reciclar conceitos, idéias, pessoas, etc;
  • Pensar concretamente num livro de poesias com ilustrações do meu freakfriend.
  • Retomar minha vida musical, ouvir mais music;
  • Estudar, pesquisar mais e escrever sobre.

É. Posso dizer que, fora as coisas concretas como filme, livro, tudo foi feito. Escrevi muito, bem menos do que no ano passado. Por outro lado, sinto que me encontrei mais na minha própria escrita. Só acho que tem ficado tudo muito repetitivo, mas também pode ser só mais cobrança exagerada da minha parte. Mas li muito.

Cara, não é por nada não, mas eu vou ter que correr agora. Fazer o exame psicodélico. Até mais tarde.

Novembro 3, 2008

em águas razas.

Arquivado em: divagações — akila @ 8:08 pm

Enquanto isso, continuo ainda no caminho, mas alguém já falou que a coisa é o caminho, não o destino, porque até chegarmos estamos indo e, pessoalmente, eu não tenho certeza se quero chegar agora. Essa chega me lembra fim, game over, full time.

Hoje o dia aqui tá parecendo uma extensão do domingo, passei o dia ouvindo música deitada na rede, médio limpei meu aquário. Só não deu para fazer uma limpeza mais limpa porque os paulistinhas são difíceis de pegar. Hahaha. Ironia do acaso, né? Porque bem que eu queria pegar um paulistinha ali agooooora.

Ontem foi dia de muuuuita gargalhada. Não tenho muito o que dizer, vou tomar banho ouvindo Chet Baker, sugiro que façam o mesmo.

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