Hoje foi mais um dia de caminhada fracassada. Eu devo estar me boicotando com aquele vício inconsciente pela sensação da auto-sabotagem. Sabe Quem Somos Nós and all that stuff? Pois é. Eu queria mesmo era atingir a santa sabotagem, um personagem de uma colega, que me fez pensar em uma sabotagem legal, que sabota a própria sabotagem. É tipo o que Raul Seixas diz sobre estar de rato para entrar em buraco de rato. Eu nem acho mais sentidos em Raul Seixas como achava até um tempinho atrás. Tentei ouvir um dia desses, mas achei tão chato quanto Renato Russo. Deve ser uma coisa de fase… gostar ou não gostar. Depende da estação ou da lua, ou do horário, ou do mês. ou… da sua idade mental.
Tá. Brinquei. Então, o plano seria sair correndo por aí, mas eu moro em um lugar tão quente que pra sair correndo por aqui é melhor que seja 6 horas da manhã para que a relação de custos e benefícios valha a pena. Mas eu ainda tenho alguns m² de casa, talvez dê para dar uma corridinha genérica por aqui.
Pelo menos a meditação tá dando certo. Acho que é a tática também. Além da necessidade. Eu li um texto do Osho falando que sempre que for possível, respirar profunda e calmamente, mantendo a atenção. E tenho feito isso. E tem me ajudado. Porque eu também fui ao astrólogo mês passado, quando estive em Brasília. E ele disse que eu precisava fazer exercícios que me dessem ritmo, cadência. Ele sugeriu yoga e dança e eu pensei em meditação na falta desses dois. Já fiz dança, já fiz yoga. Acho uma maravilha todos dois, mas não estão disponíveis para mim agora, então melhor meditar. É uma coisa solitária, independente.
Ahhh. Inclusive, dia desses fui com uma amiga em um templo budista. Meditar. Quando a gente chegou ainda não tinha ninguém do templo e tem uma floresta, dá até pra ver a parte de trás do lado do Zoobotânico. Achei uma maravilha, me diverti como uma criança e ainda achei o lugar ideal para minha meditação. Mas eram umas 4 da tarde e, como eu disse, aqui é bem quente. Bom seria poder dirigir um carro e ir para lá sozinha à noite. Ficaria lá sentada à luz da lua durante muito tempo, fácil. E com conforto garantido!
Por isso tenho pensado nessa minha independência. Eu li em um site que a dependência é um dos fatores que contribuem para a queda da auto-estima. Eu tenho sentido mesmo que minha auto-estima tá meio pensa assim. Tenho melhorado muito, afastando os pensamentos negativos infundados e pensando em coisas boas e úteis. Mas então, talvez essa coisa de não estar dirigindo, de não poder ser totalmente independente e solitária esteja atrapalhando minha livre expressão.
Não é a primeira vez que falo sobre livre expressão, então acredito que seja uma coisa importante para mim.
Outra coisa, até minha sobrinha já puxou minha orelha nessa história.
- “Tia” (claro que ela não me chama de tia), tu é adulta ou adolescente?
- Adulta, “sobrinha”.
- Mas tu nem trabalha.
- Ah. É. Mas eu faço faculdade.
- Ah. É. Mas tu nem dirige.
Ai. Essa doeu. Me fez pensar… Acho que até hoje, né?
O fato é que eu prefiro essas coisas sozinha mesmo. Ou até com alguém especial ou que eu ame de alguma forma. Mas meditar com desconhecidos em roda, ainda não me apetece, até porque existem pausas e são 5 minutos de meditação, sei não. Me deu sono. Sozinha eu me entendo melhor.
Sozinha eu me entendo melhor. Vou lembrar disso.