“O céu desmoronou-se em tempestades de estrupício…”

Outubro 30, 2008

folha ao vento.

Arquivado em: divagações — akila @ 3:03 pm

Eu li um texto do Osho e ele disse que problemas são coisas da nossa cabeça, que eles não existem, que a gente cria para se sentir importante e não experimentar o vazio. Acho que eu experienciei essa possibilidade, então concordo com o Osho. A gente cria os problemas. Eu disse ali que eu tava percebendo que eu reclamava para me sentir mais humana, deve ser assim. Ser humano é ser mais importante, né? Um ser pensante, racional, que cria… problemas.

Tô tentando me deixar mais leve. Me sinto mais leve. Sabe assim… não-há-problemas. As coisas simplesmente são. E eu estou sendo junto com elas.

Agora, por exemplo, eu poderia chamar de problemas várias coisas que estão simplesmente sendo, mas eu não vou chamá-las assim. Ao invés disso, deixo que elas sejam enquanto eu sinto a vida fluir bem prazerosa onde ela estiver tranquila.

Viver intensamente é isso. Livre expressão também.

Olha, tô indo. Um dia de cada vez…

Só voltando aqui num ponto bem comum. Essa coisa de hábito é o fim. A gente se habitua com as coisas mais loucas, como as lamentações, fofoca, reclames, implicâncias. É um vício.

Agora me vou. Sem muitas paranóias por hoje.

Outubro 29, 2008

the answer is blowing in the wind but…

Arquivado em: paranóia — akila @ 2:21 am

what is the question?

A atual question é uma questão (!). E nem quero pensar nisso agora. Eu descobri que minha auto-sabotagem tem um fator agravante. Ou melhor, tem um ponto de apoio. Acho que é meio falta de assunto e acho que tem a ver com o que me perguntaram ontem. A pergunta foi a seguinte:

- Você se sente um E.T?

A falta de assunto deve ser porque tem hora que eu fico meio E.T. E… o ponto de apoio da minha auto-sabotagem é suprir os momentos de falta de assunto que o meu ser em condição de E.T. sente falando sobre essas coisas que eu tento fazer e não faço. Talvez eu goste de afirmar que não consigo para me sentir mais humana. Hahahaha. Tudo isso é bobagem e eu estou só enchendo linguiça de post.

Talvez eu esteja viciada nas sensações geradas pelas substâncias que meu corpo produz no momento em que eu nego uma atitude prática e reclamo que eu não consegui concluir a ação. Quando eu simplesmente neguei a ação. Eu levantei com a claridade do sol nascendo, olhei para o lindo dia que surgia atrás da minha janela, suspirei, lembrei dos meus sonhos, fechei a cortina e voltei para a cama. Bom… daqui a meia hora eu acordo, vou me esforçar aqui durante o sono… para acordar… dormindo. Acordei meio dia pensando oh-droga-mas-por-que-razão-não-fui-e-não-acordei.

A Renata disse que eu tô lendo demais. Que eu deveria parar de ler e assistir um seriado porque isso tá me afetando. Será? A Chacréia disse que eu não preciso de ninguém para conversar comigo não, que eu converso sozinha mesmo. O Ruivão disse que um atestado de loucura é quando você fala sozinho e responde.

Olha, Joana, não sei. Você tem que parar de procurar razão para todas as coisas e ficar pensando sobre tudo, senão você vai ficar meio frouxa dos parafusos.

É. Tem razão. Vou parar.

Mas uma coisa é certa. Essa minha loucura atual tá sendo gerada pela minha inatividade. E nesse momento, meu corpo deve estar produzindo alguma substância ma-ra-vi-lho-sa… só pode, porque não pode.

Quanto a ser ET, hoje mesmo eu me senti ET na aula de economia. Nossa. A sala inteira rindo de uma menina que ficava jogando piadinhas pro professor do tipo, não entreguei o trabalho porque houve um contratempo. Ok. Eu não estudo naquela turma, ainda bem. Entrei agora, ainda bem também. Mas… eu realmente não consigo achar graça nenhum. Aí eu comecei a olhar uma mancha na parede e pintar mentalmente aqueles desenhos abstratos e depois voltei a atenção para o que eu tava pensando e me achei meio ET. Meio chata, dessas que não conseguem achar nada engraçado. Mas eu confesso que acho mesmo a maioria das pessoas sem a menor graça. Pelo menos num ambiente assim de estudo, idéias, trabalho e tal.

Isso mexe com meu altruísmo, porque eu não quero ser uma egocêntrica que talvez eu seja, mas eu também me  sinto uno, organismo, oceano, planeta, mas é uma coisa abstrata. Quando entendo todos nós como pessoas que estão assim nessa vida sem saber por que ou para que, entendo que todos estamos no mesmo barco e que é bom poder contar uns com os outros. E acredito que eu não tenho a obrigação de achar todo mundo legal. Porque uma pessoa que começa a rir quando o professor comenta uma realidade com um tom de ironia e é compreendido como humorista, eu fico é triste. Talvez por isso algum desprezo sim por dentro. É. Desprezo. Acho horrível, mas permito-me.

Acho que eu tô é cansada dessa cidade. É como se toda a parte feia e melequenta do coletivo estivesse aqui com mais força, porque não sei, não sei, não sei. Cansei de falar disso.

Outubro 28, 2008

solitude.

Arquivado em: reflexões — akila @ 4:55 pm

Hoje foi mais um dia de caminhada fracassada. Eu devo estar me boicotando com aquele vício inconsciente pela sensação da auto-sabotagem. Sabe Quem Somos Nós and all that stuff? Pois é. Eu queria mesmo era atingir a santa sabotagem, um personagem de uma colega, que me fez pensar em uma sabotagem legal, que sabota a própria sabotagem. É tipo o que Raul Seixas diz sobre estar de rato para entrar em buraco de rato. Eu nem acho mais sentidos em Raul Seixas como achava até um tempinho atrás. Tentei ouvir um dia desses, mas achei tão chato quanto Renato Russo. Deve ser uma coisa de fase… gostar ou não gostar. Depende da estação ou da lua, ou do horário, ou do mês. ou… da sua idade mental.

Tá. Brinquei. Então, o plano seria sair correndo por aí, mas eu moro em um lugar tão quente que pra sair correndo por aqui é melhor que seja 6 horas da manhã para que a relação de custos e benefícios valha a pena. Mas eu ainda tenho alguns m² de casa, talvez dê para dar uma corridinha genérica por aqui.

Pelo menos a meditação tá dando certo. Acho que é a tática também. Além da necessidade. Eu li um texto do Osho falando que sempre que for possível, respirar profunda e calmamente, mantendo a atenção. E tenho feito isso. E tem me ajudado. Porque eu também fui ao astrólogo mês passado, quando estive em Brasília. E ele disse que eu precisava fazer exercícios que me dessem ritmo, cadência. Ele sugeriu yoga e dança e eu pensei em meditação na falta desses dois. Já fiz dança, já fiz yoga. Acho uma maravilha todos dois, mas não estão disponíveis para mim agora, então melhor meditar. É uma coisa solitária, independente.

Ahhh. Inclusive, dia desses fui com uma amiga em um templo budista. Meditar. Quando a gente chegou ainda não tinha ninguém do templo e tem uma floresta, dá até pra ver a parte de trás do lado do Zoobotânico. Achei uma maravilha, me diverti como uma criança e ainda achei o lugar ideal para minha meditação. Mas eram umas 4 da tarde e, como eu disse, aqui é bem quente. Bom seria poder dirigir um carro e ir para lá sozinha à noite. Ficaria lá sentada à luz da lua durante muito tempo, fácil. E com conforto garantido!

Por isso tenho pensado nessa minha independência. Eu li em um site que a dependência é um dos fatores que contribuem para a queda da auto-estima. Eu tenho sentido mesmo que minha auto-estima tá meio pensa assim. Tenho melhorado muito, afastando os pensamentos negativos infundados e pensando em coisas boas e úteis. Mas então, talvez essa coisa de não estar dirigindo, de não poder ser totalmente independente e solitária esteja atrapalhando minha livre expressão.

Não é a primeira vez que falo sobre livre expressão, então acredito que seja uma coisa importante para mim.

Outra coisa, até minha sobrinha já puxou minha orelha nessa história.

- “Tia” (claro que ela não me chama de tia), tu é adulta ou adolescente?
- Adulta, “sobrinha”.
- Mas tu nem trabalha.
- Ah. É. Mas eu faço faculdade.
- Ah. É. Mas tu nem dirige.

Ai. Essa doeu. Me fez pensar… Acho que até hoje, né?

O fato é que eu prefiro essas coisas sozinha mesmo. Ou até com alguém especial ou que eu ame de alguma forma. Mas meditar com desconhecidos em roda, ainda não me apetece, até porque existem pausas e são 5 minutos de meditação, sei não. Me deu sono. Sozinha eu me entendo melhor.

Sozinha eu me entendo melhor. Vou lembrar disso.

olha só, voltei!

Arquivado em: paranóia — akila @ 5:12 am

Olha, na verdade, não tô coerente. Nem sei o que é verdade, para ser sincera. Também tenho dúvidas sobre a sinceridade. E hoje uma pessoa disse que eu não era boa. E disse mais: disse que eu pensava que era boa, mas que, na verdade, eu não era boa. E disse mais: disse que eu pensava que as pessoas me achavam boa, mas que na verdade, todo mundo sabia que eu era escrota. Isso mesmo. Escrota. Realmente eu devo ter sido um esperamtozóide muito escroto pra vir parar nessa cidade chata, quente e sem graça e…

Olha. Má eu não sei não, mas GORDA!

É… na verdade, hahahaha, não sou eu. hahaha. Mas eu tô pensando seriamente em colocar essa imagem no teto do meu quarto para eu olhar para ela assim que abrir os olhos, de manhã ou de tarde, quem sabe assim minha força de vontade pule do pensamento para os músculos. Ou melhor. Saia dos músculos. Não sei. Ah. Não, não vou exigir coerência.

Tá. Voltando. Ex é um negócio que pode dar trabalho, né? Não tenho amigo ex. Nem sei se seria bom ter, porque uns me tiram a paciência, outros me tiram a serenidade. É que as vezes dá uma saudade também dos felas. Mas deixemos para lá…

Onde eu estava?

Ah. Não sei. Esse post aí de baixo eu escrevi hoje e aí, por um acaso, lembrei que tenho esse blog aqui médio diário, desabafo.com e me deu vontade de escrever, mas tô achando que talvez não tenha mais assunto. Já sei. Vou comentar um antigo post que eu li há pouco.

Depois eu posso falar também da minha preguiça em me comunicar + vontade de silêncio.

Eu tava lendo esse dia meio neurótico em que eu falei da técnica que eu havia criado para identificar meu humor diário. Isso deve ser algo nascido desses buddys e dolls e babaquices da Era Virtual. Deveria ser Era Real, né? Já era! ha-ha-ha-ha-ha-ha. Ah. Tava lendo o texto e tal e lembrei do quanto eu realmente devo ser hiperativa, geminiana, inconstante, louca, tudo junto. Eu não lembro mais de fazer isso, assim como não lembrava mais de escrever aqui ou no diário que eu fiz no word. Nossa. Como é que eu posso viver comigo, me explica?

Não sei. Acho melhor eu meditar e dormir.

Depois eu conto mais.

página do wordiário.

Arquivado em: divagações, paranóia, reflexões — akila @ 4:44 am

Muita coisa se passando pela minha cabeça. Penso que o melhor é me entregar à meditação gradualmente pra ficar mais livre. Entendi que tenho alguma hiperatividade e to percebendo uma certa falta de auto-estima que tá me deixando meio estagnada.Hoje conversei com uma amiga. Estou confusa, ela também. A gente começou a pensar nos nossos desejos. De como a gente se sentiria completa, tipo daqui a 15 anos. Daqui há 15 anos eu vou ter 36 anos.

Me imagino muito feliz, bem disposta, com muita energia, fazendo muitas coisas, vendo o sol bem lindo, dando um beijo nos meus filhos pra sair antes do marido que deixa eles na escola. Isso já é específico demais, mas já que é pra sonhar, deixa minha cabeça falar. Parece até um comercial de margarina, talvez seja essa imposição do comercial de margarina. Então deixa eu mudar…

Bom, me imagino acordando de frente pra uma janela levantando até ela de pijama, dando bom dia ao dia e indo tomar meu banho. Numa banheira. Quero ter uma banheira. Adoro banho e quero tomar banho que nem a Julia Roberts em Uma Linda Mulher. Cantando e brincando com a espuma e sendo quase criança. Se eu tiver uma banheira, provavelmente vai ser mais ou menos assim.

Fora que dá pra fazer algumas coisas numa banheira, né?

Hoje vi uma entrevista com a Fernanda Young. Ela se mazela demais (não que ela não possa, mas que eu não quereria), mas até que dá pra eu entender algumas coisas. Por exemplo, eu gosto dessa coisa de escrever com humor. Eu mesmo tenho bom humor, most of the time. Acredito que sim. Quer dizer, tenho quase certeza, pq as vezes eu tenho que me controlar pra não jogar uma piadinha menos feliz.

Soooo… essa seria uma boa coisa. Escrever com muito humor.

Sinceramente, hoje não to muito pensando em escrever. Eu não quis dizer isso pra ninguém porque fiquei com medo dê ser castigada pela minha língua e nunca mais conseguir escrever. Claro que isso provavelmente não aconteceria, porque, no fundo, eu sei que é uma coisa passageira. E eu sei que o que me arrepia mesmo é escrever, mas ultimamente tenho achado tão automático. Como se eu tivesse uma técnica. E todos os textos fossem muito parecidos. Cansei dessa técnica. Um certo amigo uma vez me disse isso.

Ah. Esse certo amigo me tira do foco. O meu ex-médio-marido é um louco. Não quero mais essas pessoas perto de mim. Quero ficar sozinha. Queria conseguir falar menos também. Mas ser folha ao vento deve ser fazer exatamente o que quiser. Quero voar. Ah. E emagrecer. Até que eu tô coerente, né?

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