“O céu desmoronou-se em tempestades de estrupício…”

Fevereiro 8, 2008

Arquivado em: manuscritos — akila @ 9:47 pm

Ai. Achei esse layout feio. Não sei se fico nesse wordpress ou no blogger. Tô em dúvida.

Caran. Eu coloquei até na minha agenda que hoje eu tiraria o dia para escrever algo, tô sempre reclamando do tédio, mas passei o dia nadando. Será que ficar criando blogs virou uma obssessão ou será que eu posso considerar isso uma ocupação respeitável? Oh man. Don’t think so.

Eu quero um livro bem legal para ler e ocupar minha mente entediada, mas tenho que dizer que nenhum livro que eu tenho me interessa mais. Abusei Bukowski, Florbela tá me dando nojinho, cansei da Martha, Pessoa afrouxa os parafusos que eu tento apertar, sei não. Tô precisando de uma coisa realmente lúdica, engraçada, poética, romântica, cínica. Brutalmente sensível, sacomoé? Eu diria que se aquela pessoinha feia me devolvesse o Alice no País dos Espelhos ela poderia me salvar de um ataque de nervos.

Eu tenho que escrever essa coisa que eu tenho que escrever, que eu não posso dizer, porque vai que a pessoa procura no google e acha esse lugar aqui onde eu fico postando coisas minhas. Enfim. Tenho que escrever e fico criando obstáculos. Obstentáculos. Neologismo linguístico? Tipo bemtiminiconto. Meu ovo.

É assim: eu sento deito para escrever e me dá um fome, um sono, uma dor, uma tristeza ou uma preguiça mesmo e eu levanto e vou fazer outra coisa. Da última vez eu me lembro bem. Tava com três cadernos em cima da cama e comecei a ler os manuscritos de um deles e aí achei uma versão para uma parte desse texto no qual eu tô trabalhando. Arranquei a folha, li e fui ler como estava escrito no texto mesmo… e aí parei. Simplesmente parei, levantei e fui fazer outra coisa mais fácil.

Seria muito simples se eu não odiasse essa atitude. Porque é muito fácil parar de pensar e não fazer o que eu devo e simplesmente deixar para lá e ir, sei lá, tirar a sombrancelha. Depois eu vou falar com meu parceiro-sócio-colega-de-trabalho e ele fica só olhando para a minha cara e, como ele disse, esperando. Esperando eu assumir que estou me comportando como uma inútil cheia de blá-blá-blás. Confesso. Assumo. Daí eu perguntei o mesmo E agora? que eu ia perguntar agora e eu mesma respondi que achava que tinha que organizar meus horários para escrever, como num trabalho. Tchanan! Hah. Como num trabalho, né? Neurolinguística explicaria que parece que a senhora aqui não está vendo o seu trabalho como um trabalho. O que será então, né? ¬¬

Recentemente eu trabalhei com um texto que me pediram e eu lembro bem que essa inquietação é sempre recorrente, mas como se tratava de um trabalho praontem e eu sentia que era uma chance bem massa pra mim, eu consegui. Também era só um texto. Agora eu tô escrevendo uma história… que não é minha. Mas também não é meu falar sobre o que falei no texto que me pediram, mas eu fiz e as pessoas gostaram. Acho que tenho mesmo é que aprender a brigar comigo, não no sentido de fazer o que eu não quero, mas de saber assumir minhas responsabilidades e ponderar as coisas. Ficar protelando o que é inevitável não funciona e protelar chances  é burrice!

Fevereiro 7, 2008

Inconstância temporária

Arquivado em: Sem-categoria — akila @ 7:48 pm

Entendi tudo. Essa mudança de humor repentina, angústia sem sentido, raiva mordendo, neurose estranha… três letrinhas: T.P.M. É que eu tava tomando um anticoncepcional injetável e não tinha essa chatice há séculos e agora passei a tomar um antigo comprimidinho que eu já tinha tomado antes e tô lembrando como é. Descobri agora, num insight. Comecei a sentir uma dor estranha nas costas, um cansaço e quando lembrei que tinha que tomar a pílula me toquei que era cólica. Oh man! Nem lembrava desses pequenos sórdidos detalhes. :/ Mas até tô me sentindo mais feminina… anram. claro.
Mas é isso aí. Fui à casa de uma amiga que não via há 4 anos. Ela tá com um baby de 9 meses no braço e um de 7 na barriga! hehehe. E eu que tô tão super pensando em ser uma mummy fiquei toda derretida ouvindo ela falar várias coisas, tipo “ah.. se eu fosse esperar por dinheiro tava lascada.“, “depois que você tem um filho é uma coisa muito lhouca… você não vai ficar sozinha.“, “tem que ter filho é nova mesmo” e coisas do tipo.
Eu tô precisando me ocupar, arrumar um emprego de qualquer coisa, ser um pouco mais livre… e acho que se tudo isso acontecesse eu realmente teria coragem de ser mãe. Sei que tem mil coisas, mas acho que é muito lindo. Vou parar de pensar nisso, acho que pode ser mais um sintoma da minha inconstância temporária.
Enfim, agora tô mais tranquila. Tô sabendo o motivo da minha loucura… Vou ler um livro, tomar a pílula, escrever um pouco e sonhar. Amanhã explico pro Rei que ele vai ter que ser mais compreensivo e tolerante ocasionalmente.
tchaubeijo.

Arquivado em: carnaval, paranóia — akila @ 2:48 pm

Passei o carnaval bem massa, praticamente em lua de mel. Filmes, família do Chris, crianças, comidas, risadas, banho de bica e todas as coisas que podem fazer um ser humano se sentir melhor. Mas aí o carnaval acabou e ontem eu tive um sonho bem estranho. Sonhei que a Eslovaca via eu e ele juntos num carnaval e sentia como se a gente combinasse bem mais do que eles dois. Mas não lembro o resto do sonho. Sei que depois de acordar fiquei com minhas paranóias persistentes com a ajuda do google. Procurando o nome das possíveis “concorrentes”, olhando fotos e etc. Eu não sei pra que diabos eu faço isso, porque é uma coisa que só faz me machucar, além de não ter muito sentido já que não influi nem contribui. Vai saber.
Sei que eu já fiquei meio sensível depois de toda essa auto-tortura. Depois meu irmão vem almoçar aqui e me faz chorar de raiva antes de sair pra encontrar com o Chris. Fui até lá, mas acho que eu não estava muito a fim de ir, mas só percebi depois que cheguei. Na verdade, eu não tava muito a fim de falar dos meus problemas pra ele.
Não sei. Eu fico morrendo de medo de me entregar muito, mas fico morrendo de vontade de amar sem medo também. Eu acho mesmo é que o melhor é amar sem medo. E acho que fiquei mal foi porque fiquei me torturando olhando fotos de outras pessoas que não estão vivendo isso. O carnaval foi lindo, a gente se amou muito, o máximo que pode acontecer é acabar, mas a vida é assim.

“Espere o melhor, prepare-se para o pior e receba o que vier.”

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